Informações sobre o IRS 2017 e as despesas de Educação.

No sector daeducação passa a ser possível deduzir despesas, por exemplo, de cantinas escolares ou de transportes.
É um tipo de despesa que passa a ser enquadradano âmbito das despesas de educação dedutíveis para efeitos de IRS. À semelhança do que se passa com as restantes despesas, a sua dedução fica dependente da comunicação electrónica por parte dos prestadores de serviços nos termos do que temos já desde o ano passado.
Estas despesas com as cantinas escolares e os transportes são dedutíveis para efeitos de despesas de educação, mas não podem entrar para as despesas gerais familiares para evitarmos uma dupla dedução.

Estas deduções são também válidas para quem frequenta o ensino privado?
São também dedutíveis no sector privado. O que muitas vezes se passava é que no sector privado este tipo de despesas são disponibilizadas pela própria escola privada e faziam parte da factura que era emitida por estas entidades, isto é, em muitos casos, já estavam a ser, na prática, deduzidas. Criava-se aqui uma situação de diferenciação entre as escolas privadas e as escolas públicas que de alguma forma se resolve com esta medida.

Os passes sociais serão também dedutíveis em IRS?
Passa a ser possível fazer uma dedução, mas é a dedução do IVA incorrido com esses passes sociais e a despesa como passe social passa a ser enquadrada naquele conjunto de despesas que tem o alojamento, a restauração, etc., relativamente às quais se pode deduzir o IVA.


Para que tudo isto possa ser dedutível, não esquecer de pedir todos os comprovativos de despesas com o NIF do agregado familiar.

Conclusões que se podem tirar dos resultados do TIMSS 2016
 

 
- Portugal sobe em média 9 pontos nos referenciais a matemática mas desce 14 pontos a ciências;

- Em termos de referenciais cognitivos, regista-se uma subida na área do conhecimento desde 2011, uma ligeira subida na área do raciocínio, mas uma estagnação na área da aplicação prática, o que nos leva a afirmar que a escola continua a preocupar-se mais com a teoria em vez da prática. Muitos dos nossos filhos e educandos alunos questionam-se sobre para que serve o que estão a aprender, não porque não gostem ou não queiram, mas porque querem mesmo saber.
 
- Curiosamente, as regiões com melhores resultados a matemática são também as regiões com melhores resultados a ciências.
 
- Portugal ocupa a 6ª posição na escala em matemática e a 5a posição a física. Em ambos, abaixo do ponto medio da tabela.
 
- Em termos nacionais, os resultados por regiões espelham os resultados obtidos, sendo que se obtém melhores resultados junto ao litoral do que no interior.
 
- Orientações curriculares muito concentradas no conhecimento o que implica uma aplicabilidade das coisas práticas da vida muito fraca.
 
- Os resultados demonstram que não há paralelismo com os contextos socioeconómicos.
 
- Os alunos chegam ao ensino superior muito mal preparados, pelo que urge encontrar o ponto de equilíbrio entre o conhecimento e a aplicabilidade.
 
Toda a informação sobre os resultados do TIMSS 2016, aqui
 
 
Cnipe, 30 de novembro de 2016

A CNIPE esteve representada, pelo seu vice-presidente, Carlos Patrão,  no seminário "Transição para a vida pós escolar", realizado pela associação Pro-Inclusão em parceria com a associação Pais em Rede no passado fim-de-semana, na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa.

A presença neste seminário permitiu escutar a opinião de técnicos, professores e pais que se dedicam ao estudo da transição pós escolar de jovens com necessidades educativas especiais.
Aproveitamos para agradecer ao presidente da Pro-Andee, Professor Doutor David Rodrigues, a forma fraterna com que nos acolheu.
Informamos os nossos associados que a CNIPE vai assinar em breve um protocolo com a Pro Andee de forma a estarmos sempre atualizados sobre os novos conceitos de intervenção na área da Educação Especial
Convidamos os nossos associados a visitarem a página da Pro-Andee (www.proandee.weebly.com)

 

 

 

(Carlos Patrão e David Rodrigues)

 
Moderadora – Luísa Cerdeira, IEUL
– Vice-Presidente da CNIPE, Carlos Patrão
– Representante do SNESup, João Leitão
– Presidente do SIPE, Júlia Azevedo
– Secretário-geral da FNE, João Dias da Silva
 
Trecho da intervenção do representante da CNIPE:

Antes demais afirmar que a CNIPE acha que o trabalho desenvolvido nas nossas escolas e universidades é de boa qualidade e fruto disso os nossos jovens estão em  condições de competir no mercado de trabalho com os seus colegas da união europeia.
Contudo não reconhecer que o mundo está a mudar rapidamente e ignorar as novas necessidades do mercado de trabalho e das nossas comunidades pode por em perigo o conquistado em tão pouco tempo.

Não sabemos que escola teremos em 2020 mas gostaríamos que fosse uma escola mais aberta ao diálogo e participado por toda a comunidade.
A escola devia preparar e antecipar o futuro!
A escola deve preparar os alunos para a vida!
(…)

Não existe uma escola forte e de qualidade sem uma Associação de pais envolvida e com elevada representatividade.
Necessitamos todos uns dos outros e é esse o caminho que temos de trilhar em conjunto se quisermos voltar a ganhar a capacidade de iniciativa e de inovação.
Vivemos os últimos anos na obsessão dos Rankings, das diferenças entre escola pública e privada, entre a turma A e a turma B qual o aluno com melhores notas (sem interessar todas as outras variáveis) valorizando em excesso a nota em detrimento dos valores.
Provavelmente deveriam ter estado a discutir, como fazer as crianças e jovens gostarem de ir á escola e de lá estarem.
(…)
 
 
 
A Escola deve-se preparar para a criança e não a criança para a escola!
(…)
 
 
É necessária uma revisão dos conteúdos das disciplinas e das metas curriculares.
À que alterar os métodos de avaliação de alunos, professores e das escolas.
Temos que caminhar para uma escola de valores em vez de notas.
Enfim tornar a escola espaço de inclusão de todos, sem deixarmos ninguém para trás

 

 

O Jornal do Centro, na sua edição de hoje questiona "Que comida anda a ser dada aos alunos?", concretamente nas escolas da cidade de Viseu.

A CNIPE, através do seu presidente, denunciou a situação ao Ministério da Educação, podendo estar em causa a qualidade, diversidade e quantidade das refeições.

Pode ler a notícia na integra, aqui.

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