Conclusões que se podem tirar dos resultados do TIMSS 2016
 

 
- Portugal sobe em média 9 pontos nos referenciais a matemática mas desce 14 pontos a ciências;

- Em termos de referenciais cognitivos, regista-se uma subida na área do conhecimento desde 2011, uma ligeira subida na área do raciocínio, mas uma estagnação na área da aplicação prática, o que nos leva a afirmar que a escola continua a preocupar-se mais com a teoria em vez da prática. Muitos dos nossos filhos e educandos alunos questionam-se sobre para que serve o que estão a aprender, não porque não gostem ou não queiram, mas porque querem mesmo saber.
 
- Curiosamente, as regiões com melhores resultados a matemática são também as regiões com melhores resultados a ciências.
 
- Portugal ocupa a 6ª posição na escala em matemática e a 5a posição a física. Em ambos, abaixo do ponto medio da tabela.
 
- Em termos nacionais, os resultados por regiões espelham os resultados obtidos, sendo que se obtém melhores resultados junto ao litoral do que no interior.
 
- Orientações curriculares muito concentradas no conhecimento o que implica uma aplicabilidade das coisas práticas da vida muito fraca.
 
- Os resultados demonstram que não há paralelismo com os contextos socioeconómicos.
 
- Os alunos chegam ao ensino superior muito mal preparados, pelo que urge encontrar o ponto de equilíbrio entre o conhecimento e a aplicabilidade.
 
Toda a informação sobre os resultados do TIMSS 2016, aqui
 
 
Cnipe, 30 de novembro de 2016

A CNIPE esteve representada, pelo seu vice-presidente, Carlos Patrão,  no seminário "Transição para a vida pós escolar", realizado pela associação Pro-Inclusão em parceria com a associação Pais em Rede no passado fim-de-semana, na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa.

A presença neste seminário permitiu escutar a opinião de técnicos, professores e pais que se dedicam ao estudo da transição pós escolar de jovens com necessidades educativas especiais.
Aproveitamos para agradecer ao presidente da Pro-Andee, Professor Doutor David Rodrigues, a forma fraterna com que nos acolheu.
Informamos os nossos associados que a CNIPE vai assinar em breve um protocolo com a Pro Andee de forma a estarmos sempre atualizados sobre os novos conceitos de intervenção na área da Educação Especial
Convidamos os nossos associados a visitarem a página da Pro-Andee (www.proandee.weebly.com)

 

 

 

(Carlos Patrão e David Rodrigues)

 
Moderadora – Luísa Cerdeira, IEUL
– Vice-Presidente da CNIPE, Carlos Patrão
– Representante do SNESup, João Leitão
– Presidente do SIPE, Júlia Azevedo
– Secretário-geral da FNE, João Dias da Silva
 
Trecho da intervenção do representante da CNIPE:

Antes demais afirmar que a CNIPE acha que o trabalho desenvolvido nas nossas escolas e universidades é de boa qualidade e fruto disso os nossos jovens estão em  condições de competir no mercado de trabalho com os seus colegas da união europeia.
Contudo não reconhecer que o mundo está a mudar rapidamente e ignorar as novas necessidades do mercado de trabalho e das nossas comunidades pode por em perigo o conquistado em tão pouco tempo.

Não sabemos que escola teremos em 2020 mas gostaríamos que fosse uma escola mais aberta ao diálogo e participado por toda a comunidade.
A escola devia preparar e antecipar o futuro!
A escola deve preparar os alunos para a vida!
(…)

Não existe uma escola forte e de qualidade sem uma Associação de pais envolvida e com elevada representatividade.
Necessitamos todos uns dos outros e é esse o caminho que temos de trilhar em conjunto se quisermos voltar a ganhar a capacidade de iniciativa e de inovação.
Vivemos os últimos anos na obsessão dos Rankings, das diferenças entre escola pública e privada, entre a turma A e a turma B qual o aluno com melhores notas (sem interessar todas as outras variáveis) valorizando em excesso a nota em detrimento dos valores.
Provavelmente deveriam ter estado a discutir, como fazer as crianças e jovens gostarem de ir á escola e de lá estarem.
(…)
 
 
 
A Escola deve-se preparar para a criança e não a criança para a escola!
(…)
 
 
É necessária uma revisão dos conteúdos das disciplinas e das metas curriculares.
À que alterar os métodos de avaliação de alunos, professores e das escolas.
Temos que caminhar para uma escola de valores em vez de notas.
Enfim tornar a escola espaço de inclusão de todos, sem deixarmos ninguém para trás

 

 

O Jornal do Centro, na sua edição de hoje questiona "Que comida anda a ser dada aos alunos?", concretamente nas escolas da cidade de Viseu.

A CNIPE, através do seu presidente, denunciou a situação ao Ministério da Educação, podendo estar em causa a qualidade, diversidade e quantidade das refeições.

Pode ler a notícia na integra, aqui.

Nos dias 25 e 26 de novembro vai realizar-se o seminário "Que Educação para Portugal?", com organização da Rede para o Desenvolvimento de Novos Paradigmas da Educação, no Auditório do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

A segunda sessão, sob o tema: Que escolas e que professores? Visões para 2020, vai contar com a participação da CNIPE

Constituição da mesa da segunda sessão:

Moderadora – Luísa Cerdeira, IEUL
Presidente da CNIPE (Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação), Rui Martins
Representante do SNESup (Sindicato Nacional do Ensino Superior), João Leitão
Presidente do SIPE (Sindicato Nacional dos Professores e Educadores), Júlia Azevedo
Secretário-geral da FNE (Federação Nacional da Educação), João Dias da Silva

Outras informações sobre o seminário, aqui.