Moderadora – Luísa Cerdeira, IEUL
– Vice-Presidente da CNIPE, Carlos Patrão
– Representante do SNESup, João Leitão
– Presidente do SIPE, Júlia Azevedo
– Secretário-geral da FNE, João Dias da Silva
 
Trecho da intervenção do representante da CNIPE:

Antes demais afirmar que a CNIPE acha que o trabalho desenvolvido nas nossas escolas e universidades é de boa qualidade e fruto disso os nossos jovens estão em  condições de competir no mercado de trabalho com os seus colegas da união europeia.
Contudo não reconhecer que o mundo está a mudar rapidamente e ignorar as novas necessidades do mercado de trabalho e das nossas comunidades pode por em perigo o conquistado em tão pouco tempo.

Não sabemos que escola teremos em 2020 mas gostaríamos que fosse uma escola mais aberta ao diálogo e participado por toda a comunidade.
A escola devia preparar e antecipar o futuro!
A escola deve preparar os alunos para a vida!
(…)

Não existe uma escola forte e de qualidade sem uma Associação de pais envolvida e com elevada representatividade.
Necessitamos todos uns dos outros e é esse o caminho que temos de trilhar em conjunto se quisermos voltar a ganhar a capacidade de iniciativa e de inovação.
Vivemos os últimos anos na obsessão dos Rankings, das diferenças entre escola pública e privada, entre a turma A e a turma B qual o aluno com melhores notas (sem interessar todas as outras variáveis) valorizando em excesso a nota em detrimento dos valores.
Provavelmente deveriam ter estado a discutir, como fazer as crianças e jovens gostarem de ir á escola e de lá estarem.
(…)
 
 
 
A Escola deve-se preparar para a criança e não a criança para a escola!
(…)
 
 
É necessária uma revisão dos conteúdos das disciplinas e das metas curriculares.
À que alterar os métodos de avaliação de alunos, professores e das escolas.
Temos que caminhar para uma escola de valores em vez de notas.
Enfim tornar a escola espaço de inclusão de todos, sem deixarmos ninguém para trás

 

 

O Jornal do Centro, na sua edição de hoje questiona "Que comida anda a ser dada aos alunos?", concretamente nas escolas da cidade de Viseu.

A CNIPE, através do seu presidente, denunciou a situação ao Ministério da Educação, podendo estar em causa a qualidade, diversidade e quantidade das refeições.

Pode ler a notícia na integra, aqui.

Nos dias 25 e 26 de novembro vai realizar-se o seminário "Que Educação para Portugal?", com organização da Rede para o Desenvolvimento de Novos Paradigmas da Educação, no Auditório do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

A segunda sessão, sob o tema: Que escolas e que professores? Visões para 2020, vai contar com a participação da CNIPE

Constituição da mesa da segunda sessão:

Moderadora – Luísa Cerdeira, IEUL
Presidente da CNIPE (Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação), Rui Martins
Representante do SNESup (Sindicato Nacional do Ensino Superior), João Leitão
Presidente do SIPE (Sindicato Nacional dos Professores e Educadores), Júlia Azevedo
Secretário-geral da FNE (Federação Nacional da Educação), João Dias da Silva

Outras informações sobre o seminário, aqui.
 

A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) acusa editoras de fazerem lóbi contra a gratuitidade e reutilização dos manuais escolares.

14 de Novembro, 2016 - 16:28h

O Governo decidiu disponibilizar este ano os manuais aos alunos do 1.º ano, para serem reutilizados no ano seguinte por outras crianças. Na proposta de OE2017, a medida foi estendida aos alunos da rede pública que frequentem todo o 1.º Ciclo.


“Nós enquanto pais ficamos preocupados quando estes lóbis impedem que as famílias fiquem desanuviadas e livres deste encargo anual, quando há a garantia de que o processo vai ser transparente, que vai ser para todos os alunos e (que os manuais) vão ser reutilizados. Para nós estes são os princípios e é isto que nós defendemos”, disse à Lusa o representante da CNIPE, Rui Martins.
Rui Martins respondia assim à declaração da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), que considerou que o grupo de trabalho sobre gratuitidade dos manuais escolares falhou a missão de desenhar um programa de aquisição e reutilização dos livros e responsabilizou o ministério da Educação pelo fracasso da operação.
O grupo de trabalho era composto por representantes do ministério, do Conselho das Escolas, da Associação Nacional de Municípios Portugueses, das associações de pais (CONFAP e CNIPE), das secretarias de Estado dos Assuntos Parlamentares e do Comércio, da Direção-Geral das Atividades Económicas e da APEL.
O grupo foi criado em maio passado e tinha de apresentar recomendações e relatório no final deste mês. As duas maiores editoras de manuais escolares – a Porto Editora e a Leya – votaram contra.
A principal preocupação dos editores foi sempre a de poder “perder o poder económico” do negócio dos manuais escolares que representam “uma verba de 11 milhões de euros (por ano)”, diz o representante da CNIPE
Rui Martins diz que verificaram “que ao longo (das reuniões de trabalho) aquilo que se pretendia discutir era uma política do governo e não uma política das escolas” e sublinha que a principal preocupação dos editores foi sempre a de poder “perder o poder económico” do negócio dos manuais escolares que representam “uma verba de 11 milhões de euros (por ano)”.
“As razões deles, que nós escusamos de estar aqui repetir, não fazem sentido no nosso entendimento. Porque os manuais escolares desde que sejam convenientemente tratados, que não tenham exercícios, que os nossos filhos não tenham de escrever e tomar lá nota é o caminho num mundo tecnológico tão avançado. Não percebo como é que continuam a dar este poder aos livreiros”, salienta o representante da CNIPE.
À Lusa, o ministério considerou que a falta de unanimidade no grupo de trabalho não é um mau resultado, já que os pareceres e posições dos vários membros "serão úteis na operacionalização das medidas" e sublinhou ainda o "importante são as famílias e é por isso que, no próximo ano letivo, os alunos do 1.º ciclo terão acesso a manuais escolares gratuitos, enquanto o preço dos manuais para os restantes anos do ensino obrigatório se mantém inalterado ao abrigo da convenção assinada este ano".
O Governo decidiu disponibilizar este ano os manuais aos alunos do 1.º ano, para serem reutilizados no ano seguinte por outras crianças. Na proposta de Orçamento do Estado para 2017, estendeu a medida aos alunos da rede pública que frequentem todo o 1.º Ciclo (do 1.º ao 4.º ano de escolaridade).

Recorte de imprensa extraído do Jornal Destak de 15.11.2016, página 6, referindo a posição da CNIPE sobre a gratuitidade dos manuais escolares.

Este site usa cookies para garantir uma melhor experiência de navegação, sendo que os cookies para as operações essenciais do site encontram-se já definidos no seu browser.

Para descobrir mais sobre os cookies consulte a nossa política de privacidade.

  Eu aceito os cookies deste site.